A segunda rodada da Copa começou com nova vitória dos donos da casa, desta vez contra a Polônia, pelo placar mínimo.
Os alemães dominaram o jogo, principalmente no segundo tempo. A etapa inicial caracterizou-se pela forte marcação exercida por ambas as equipes. A Polônia não se intimidou e por vezes se arriscava claramente com três atacantes. Já na Alemanha o retorno de Ballack tornou ainda mais interessante o meio-campo, formado por ele ao lado de Schneider, Frings e Schweinsteiger. É um quarteto e tanto.
Na segunda etapa os alemães entraram pra ganhar. Tamanha era a pressão que parecia questão de tempo para o gol sair. Mas ele teimava em não acontecer. A Polônia não atacava, chegando ao ponto de fazer cera para garantir um empate. Onde esse time pensa que vai com um ponto em seis disputados? Mais uma prova de mediocridade.
O time alemão criou muitas oportunidades, finalizando de todas as maneiras possíveis. Klose apareceu muito, principalmente nas jogadas aéreas. Pena que Schweinsteiger, um garoto muito bom de bola, tentasse enfeitar tanto. Acabou sendo substituído.
Aos 30 minutos Sobolewski recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo, deixando a Polônia com um a menos, o que só fez aumentar a pressão alemã. Mas o goleiro Boruc fazia uma defesa atrás da outra, garantindo o resultado. Aos 44 minutos, um lance incrível: bola na área polonesa, Klose "cabeceou" entre a nuca e as costas e acertou o travessão. Na sobra Ballack, desequilibrado na pequena área, chutou novamente no travessão.
No último minuto, finalmente o gol alemão: Odonkor recebeu ótimo lançamento na direita e cruzou para Neuville se antecipar aos zagueiros e desviar para o gol.
Festa alemã, redenção de Klinsmann. Méritos para o treinador, que colocou Odonkor e Neuville no segundo tempo. O primeiro deitou e rolou pelo setor direito do campo, o segundo fez o gol da vitória.
E quem novamente me encheu os olhos foi o lateral-esquerdo Lahm, do Bayern de Munique. Como joga esse garoto! Fez diversas jogadas de ataque que acabaram desperdiçadas por seus companheiros. Acabou sendo eleito pela FIFA o melhor em campo.