Jogando mal, a Espanha garantiu sua classificação ao derrotar os africanos da Tunísia por 3 x 1, juntando-se ao conjunto dos times que caíram de produção da primeira para a segunda rodada. A atuação da Espanha foi prejudicada pelo gol sofrido logo no começo do jogo, quando o atacante da Tunísia deixou o questionável Puyol comendo poeira, entrou na área, prendeu a bola e depois tocou para Mnari, que aproveitou seu próprio rebote para abrir o placar, que permitiu que os tunisianos se dedicassem ainda mais à retranca habitual. Mas mesmo depois do gol estava claro que o time espanhol estava acomodado em campo, de salto alto. A Espanha continuou tocando a bola, sem desespero. Mas também sem entrega, sem empenho. Até que no segundo tempo o treinador Luis Aragonés fez três alterações no time, inclusive Raúl, partindo para o desespero -- mas o bom desespero, aquele que te faz melhorar. Aí o goleiro da Tunísia resolveu colaborar. Falhou no primeiro gol, entregou o segundo e errou até no pênalti do terceiro gol! Resumo da obra: foi o maior responsável pela virada espanhola. É o tradicional futebol africano... No primeiro gol Raúl aproveitou rebote de um chute que poderia ter sido defendido de primeira e empatou o jogo aos 26 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Fernando Torres recebeu ótimo lançamento, driblou o maluco do goleiro que não deveria ter saído para tão longe do gol e virou o jogo. No fim, o próprio Torres sofreu e cobrou um pênalti, tornando-se o artilheiro da Copa, com três gols. E a bola passou debaixo do goleirão. A Espanha garantiu sua vaga nas oitavas-de-final e precisa apenas de um empate para assegurar a primeira colocação na última rodada.
|